O Prêmio Jovem Pesquisador Promega Brasil tem como objetivo reconhecer os melhores projetos científicos que usem tecnologia Promega demonstrando aplicações e metodologias inovadoras.
Descubra abaixo o perfil e o resumo do projeto de cada um dos dez finalistas, acesse o formulário de votação, e escolha o seu candidato preferido!
Conheça os 10 finalistas de 2023!
Alessandra Sousa
(Fiocruz Minas)
Alessandra Mara de Sousa
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas) - Instituto René Rachou - Biotecnologia Aplicada ao estudo de Patógenos (BAP)
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
Sou aluna de doutorado do programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Instituto René Rachou - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas). Orientada pelo Dr. Rubens Lima do Monte Neto, quem coordena projetos voltados ao diagnóstico, desenvolvimento de vacinas e busca de fármacos contras as leishmanioses. Ele foi grantee do instituto Serrapilheira (Chamada 1/2017), cujo projeto resultou no OmniLAMP, um dispositivo portátil para o diagnóstico molecular de doenças, incluindo a COVID-19. Nosso grupo participa de movimentos colaborativos globais para a busca de novo fármacos, como os liderados pela “Medicines for Malaria Ventures” e o programa “AIMS – Artificial Intelligence Molecular Screen”, da empresa Americana Atomwise. Desde 2021 faço parte do grupo de pesquisas em Biotecnologia Aplicada ao estudo de Patógenos (BAP). Nosso grupo desenvolve projetos de pesquisa envolvendo a aplicação da nanotecnologia, biologia molecular e glicobiologia na busca por soluções para o combate a doenças tropicais negligenciadas, incluindo as leishmanioses, um problema de saúde pública mundial que afeta milhões de pessoas em quase 100 países. Nos preocupamos em poder transformar o conhecimento em soluções para a sociedade.
Área de Interesse: Desenvolvimento de Drogas
Tema do resumo (em inglês): Hit to Lead Selection of Leishmania Proteasome 20S Inhibitors through Target-Based Computational Aid and Phenotypic Screening
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Sempre gostei e sonhei trabalhar na área da saúde. Desde pequena, tenho admiração por tudo que se refere à vida e à manutenção dela. O ato de entender, cuidar e preservar sempre me fascinou. Ajudar as pessoas da melhor forma possível e pensando sempre no bem coletivo, é o meu objetivo. Um ponto chave na decisão de seguir nessa área foi ter participado de uma “Mostra Cientifica e Tecnológica” no Colégio Técnico da UFMG ainda no ensino médio, além de palestras mostrando os trabalhos de diferentes laboratórios vinculados ao programa e as visitas às mais diversas salas interativas. O Planetário foi o passaporte inicial para expandir meus horizontes no mundo científico. Ali, tive a certeza de que a ciência jamais sairia da minha vida. A partir desse momento, minha jornada acadêmica começou: me formei em Ciências Biológicas (UEMG) e fiz mestrado em Ciências da Saúde (UFSJ). Ao longo dessa caminhada, desenvolvi projetos direcionados à epidemiologia, diagnóstico e tratamento das Leishmanioses, despertando meu olhar crítico para essa doença, negligenciada em países pobres, sobretudo no Brasil. Hoje faço parte de uma grande instituição de pesquisa brasileira que tem sido pioneira no desenvolvimento de políticas públicas que visam melhorar a saúde. Tudo isso tem me proporcionado crescimento pessoal e profissional, além de experiências incríveis. Hoje vejo que não foi apenas uma escolha profissional, mas também uma opção de vida.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Carl Sagan nos ensinou coisas maravilhosas, que abrangem do campo científico às mais diversas interações humanas, como conviver em harmonia e prosperar de forma admirável e otimista. Além de ter sido o maior divulgador científico de todos os tempos, propagou a ciência com grande maestria como ninguém havia feito. Sagan circulava entre as ciências exatas traduzindo suas ideias complexas com explicações simples e claras de forma didática e fascinante. Identifico-me bastante com sua personalidade e forma de enxergar o mundo.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Gostaria de participar do ASTMH realizado pela American Society of Tropical Medicine & Hygiene, um dos maiores congressos da área de medicina tropical, que visa à equidade do tratamento e prevenção de doenças infecciosas tropicais. O ASTMH me proporcionaria uma grande oportunidade para compartilhar os resultados obtidos em minha pesquisa até o momento, conhecer novas áreas e estabelecer contatos para futuras colaborações.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Gosto de passar meu tempo livre com amigos e família, se possível inserida na natureza. O esporte sempre dominou grande parte da minha vida, desde sempre minhas horas vagas foram dedicadas a competições de Vôlei, Handebol ou Agility (com meu amigo de quatro patas, Darwin) mas atualmente tenho me dedicado ao Beach Tennis, um esporte novo que o “pé na areia” me trouxe.
Alice Câmara
Rio Grande do Norte (UFRN)
Alice Barros Câmara
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Depto. Biofísica e Farmacologia - Lab. Farmacologia Comportamental (Farmacolab)
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
No Farmacolab (UFRN), estudamos principalmente os possíveis alvos farmacológicos para o tratamento da depressão e da ansiedade. Para isso, realizamos diversos testes comportamentais em animais e algumas análises bioquímicas para avaliar o efeito de agonistas e antagonistas de receptores específicos, os quais podem exercer um papel importante em vias envolvidas no transtorno depressivo. O Farmacolab realiza parcerias com a Universidade de Ferrara (Itália), a qual utiliza camundongos knockout para o receptor da Nociceptina, a fim de verificar o papel deste receptor na depressão e ansiedade.
Área de Interesse: Desenvolvimento de Drogas
Tema do resumo (em inglês): Behavioral and Neurochemical Effects of Nociceptin/Orphanin FQ receptor activation in depression
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Minha trajetória acadêmica se iniciou em 2011, quando ingressei no curso de Biomedicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Durante a minha graduação, tive a honra de receber uma bolsa para cursar Análises Clínicas e Saúde Pública no Instituto Politécnico do Porto (Portugal), onde me interessei imensamente pela carreira acadêmica. Meus pais sempre me motivaram a ir nesta direção, no entanto, após a minha formatura em Biomedicina, meu pai (melhor amigo) faleceu; mas ele conseguiu presenciar a minha aprovação no mestrado, sabendo que eu estava no caminho certo: em direção ao meu sonho de me tornar uma pesquisadora. Realizei o mestrado em Ciências Biológicas e o doutorado em Psicobiologia na UFRN. Durante o doutorado, busquei me inserir em projetos internacionais, no entanto alguns fatores não me possibilitaram seguir por este caminho no período da pandemia. Apesar dos inúmeros obstáculos, falta de incentivo e outras dificuldades, não me desmotivei com a carreira acadêmica, abri a minha mente e iniciei um pós-doutorado na Universidade Federal do Espírito Santo, onde trabalhei com epidemiologia e biologia molecular aplicada ao SARS-CoV-2 durante um ano. Recentemente, recebi um convite para atuar como pesquisadora de pós-doutorado em Epidemiologia e Saúde Pública na USP, o que acredito que será uma grande oportunidade para me desenvolver como pesquisadora e dar mais um passo em direção ao meu propósito.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Me identifico com a neurocientista Rita Levi-Montalcini, a qual recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia pela descoberta dos fatores de crescimento de células nervosas, contribuindo para o conhecimento sobre a doença de Alzheimer, doença de Huntington, entre outras doenças crônicas. Me inspiro e me identifico com esta grande cientista, pois a mesma superou as inúmeras dificuldades e não se desviou do seu propósito.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Gostaria de participar da “International Conference on Dispensing Pharmacy and Biochemical Pharmacology" que ocorrerá em novembro de 2023 em San Francisco, uma vez que esta conferência abordará diversos temas de grande relevância na farmacologia, incluindo neurofarmacologia. Além disso, poderei apresentar o meu projeto e compartilhar conhecimentos com grandes pesquisadores da área, além de estabelecer possíveis parcerias para o futuro.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Além de conduzir pesquisas, tenho paixão por escaladas em rocha, ir à igreja e viajar para locais com muitas montanhas e cachoeiras, onde geralmente acampo e tiro muitas fotos. Também gosto de jogar com os amigos e de assistir filmes de suspense.
Aline Ribeiro
de São Paulo (USP)
Aline Lopes Ribeiro
Universidade de São Paulo (USP) - ICESP - Hospital das Clínicas - Centro de Investigação Translacional em Oncologia - Lab. Biologia Molecular
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
Nosso laboratório de biologia molecular faz parte do “Centro de investigação translacional em oncologia”, localizado “Instituto do câncer do Estado de São Paulo” e associado a pós-graduação em oncologia da “Faculdade de medicina da USP”. Aqui buscamos entender os mecanismos moleculares pelos quais se dá a infecção por HPVs e avançar nos conhecimentos epidemiológicos acerca desses vírus. As infecções por HPVs são extremamente comuns - podendo chegar a afetar 50% da população - e estão relacionadas ao desenvolvimento não apenas de câncer no colo do útero, mas também em outras regiões anogenitais e cabeça e pescoço. Esses vírus obtêm sucesso na infecção orquestrando diversas vias celulares essenciais como proliferação e apoptose. Particularmente, a linha de pesquisa do meu trabalho visa estudar um importante elo de comunicação entre os HPVs e a célula hospedeira, os fatores de transcrição (FT). O reportório dos FT pode ser manipulado pela presença do vírus e, por consequência, pode contribuir para sua persistência na célula e levar a transformação tumoral. É bem estabelecido que uma gama de FT eucarióticos se liga no genoma dos HPVs e regula a transcrição viral. Sendo assim, o objetivo principal do meu trabalho é identificar FT que são chaves para determinar o desfecho da infecção viral. Encontrar FT importantes contribuem para elucidar os mecanismos de estabelecimento do vírus, além de poder sugerir novos alvos terapêuticos e biomarcadores.
Área de Interesse: Oncologia Molecular
Tema do resumo (em inglês): Impact of 4 novel Transcription Factors in HPV-18 Transcriptional Activity
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Com todo o amparo e empenho da minha mãe, consegui me dedicar exclusivamente aos estudos e passar em uma universidade federal (Unifesp). Minha paixão por pesquisa apareceu desde o primeiro ano da graduação em Biomedicina quando comecei a iniciação científica. Eu tinha a ideia de passar por diferentes áreas e descobrir onde me encaixava melhor. Passei por laboratórios que estudavam metilação gênica, farmacologia, terapia gênica e imunologia. Fui aprendendo um pouco de cada um. Até que percebi um grande interesse sempre por projetos relacionados a câncer. Assim, escolhi fazer meu TCC sobre o células-tronco mesenquimais e a progressão de tumor de mama. Já meu mestrado no departamento de genética (USP) foi relacionando pericitos (células dos vasos) com tumores do sistema nervoso central. E, finalmente, foi no doutorado que me desafiei em uma área totalmente nova para mim, um projeto sobre um vírus que pode levar ao desenvolvimento de câncer, o HPV. Me interessei muito e me aprofundei nesse assunto cada vez mais. Neste período, tive grandes oportunidades como de participar e de apresentar meu trabalho em congressos internacionais e de realizar um estágio no exterior na Agência internacional de pesquisa em câncer. Nessa trajetória de 14 anos em laboratórios de pesquisa, pude ir “coletando” e ampliando meus conhecimentos técnicos e teóricos em diversas áreas. Hoje, faço pós-doutorado na mesma linha de pesquisa do doutorado, e continuo na busca de ser uma profissional cada vez mais completa e colaborativa.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Eu gostaria de registrar aqui uma homenagem ao pesquisador Dr. Massimo Tomassino (27 de agosto de 1958- 18 de dezembro 2022). O Dr. Massimo foi um dos maiores pesquisadores na área de HPV contando com mais de 200 artigos publicados, além de ter sido líder de grupo por 19 anos na “Agência internacional de pesquisa em câncer - IARC”. Contudo, o motivo de citá-lo aqui vai muito além da sua exímia produção científica. Para mim, o levarei sempre um exemplo de virtudes tão essenciais a todos os cientistas, como sua generosidade, empatia, respeito e gentileza. Sou eternamente grata pelo privilégio de ter presenciado sua grandiosidade.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Em vista da promissora linha de pesquisa do nosso laboratório acerca dos mecanismos de interação viral com a transcrição celular, me interesso muito em participar do congresso “Mechanisms of Eukaryotic Transcription” sediado pelo Cold Spring Harbor Laboratory, um tradicional instituto de pesquisa biomédica, de onde surgiram oito ganhadores do Prêmio Nobel. Este será o oitavo encontro e contará com tópicos como: análise da transcrição por imagem, organização do genoma e regulação da transcrição, estrutura e função dos complexos de transcrição etc. Aprofundar este conhecimento certamente irá contribuir para consolidar meus conhecimentos na área, agregar novas perspectivas, além de proporcionar o contato com pesquisadores renomados da área.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Já falamos sobre ciência, mas e as séries estão em dia? Estão, rs. Gosto muito de descansar a cabeça acompanhando séries das mais diversas. Já deixo aqui algumas indicações: Ruptura, um suspense bastante inovador, e This Is Us, essa é para chorar. Tenho como hobby a fotografia, gosto de passar um tempo concentrada em editar e organizar minhas fotos. E também adoro me manter fisicamente ativa fazendo natação.
Claudio Fukumori
de São Paulo (USP)
Claudio Fukumori
Universidade de São Paulo (USP) - ICB - Departamento de Farmacologia - Lab. Nanofármacos e Sistemas de Liberação (205)
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
Estou no Programa de Pós-graduação em Farmacologia no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP). Desenvolvo meu projeto de doutorado no Laboratório de Nanofármacos e Sistemas de Liberação, cuja responsável é a prof. Dra. Luciana Biagini Lopes. Nosso grupo utiliza a nanotecnologia para modificar a liberação e a localização de fármacos em sítios específicos do organismo para melhorar a eficácia do tratamento e reduzir os efeitos adversos. Meu projeto, em particular, visa desenvolver um nanocarreador para o tratamento de câncer colorretal que possa ser administrado oralmente e liberar uma combinação de compostos ativos no intestino. Dessa forma, há a possiblidade de concentrar os fármacos no local para melhorar sua ação e, assim, reduzir a dose para diminuir a incidência de efeitos adversos.
Área de Interesse: Desenvolvimento de Drogas
Tema do resumo (em inglês): Multiple nanoemulsions containing 5-fluorouracil and short chain triglycerides improves drug cytotoxicity against 2D and 3D colorectal cancer models
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Queria ser cientista desde criança. Adorava os programas de ciências que passavam na TV Cultura como “O Mundo de Beakman”, “O professor” e “X-Tudo”. Lembro que eu tinha pasta de invenções em que eu desenhava os meus “inventos” e como imaginava meu futuro laboratório. Esse sonho ficou esquecido durante um tempo, mas mal tinha percebido que eu daria início à minha trajetória acadêmica logo no primeiro ano de graduação em que comecei minha primeira IC na área de alimentos. Fiz uma segunda IC na área de desenvolvimento analítico em HPLC que foi aplicado em um estudo clínico farmacocinético. Nesse momento, estava evidente a minha afinidade com o mundo acadêmico. Ingressei no Programa de Pós-graduação em Biologia Química em nível de mestrado em que trabalhei com alimentos funcionais e foi um período de muito crescimento. Após terminar, me senti desmotivado com as constantes dificuldades relacionadas ao financiamento à pesquisa no Brasil e fiquei em dúvida se tentava ingressar no mercado de trabalho ou se abraçava a vida acadêmica de vez. Reavaliei toda minha trajetória e percebi que o meu perfil é acadêmico e que poderia ser uma área que de fato eu poderia me encontrar. Conversei com vários professores para escolher uma orientação e, colocando na tudo na balança, cheguei a minha atual orientadora. Afinal, se eu realmente fosse por aquele caminho, queria que fosse a minha escolha, a melhor escolha. Apresentei uma ideia bem diferente para a prof. Luciana em relação aos outros projetos do grupo que ela resolveu apostar. Hoje, não tenho dúvidas de que estou onde deveria estar com todo meu potencial sendo aproveitado e sendo desafiado a cada dia a crescer cada vez mais. Nunca imaginei que esse sonho de criança sempre fora o caminho.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Louis Pasteur foi uma figura muito importante no campo científico cujo legado se estende por várias facetas. Começou sua vida no campo da arte, foi professor de física, depois química e suas contribuições principais que revolucionaram o mundo estão na área da biologia. Seu modo científico de pensar o levou a confrontar vários paradigmas na época. Entendo que a vida é multifacetada e que dificilmente seu caminho é linear, tal como foi com Pasteur. E, assim como ele, vejo a ciência como uma ferramenta para edificar o mundo. “Estou absolutamente convencido de que a ciência e a paz triunfaram sobre a ignorância e a guerra, de que as nações se unirão, não para destruir, mas para edificar; e de que o futuro pertence àqueles que fizeram muito pelo bem da humanidade”.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Gostaria de participar da AAPS PharmSci 360, um congresso organizado pela American Association of Pharmaceutical Sciences cujo escopo abrange vários assuntos de meu interesse, com pessoas de renome de todo o mundo para apresentar os últimos avanços na área de ciências farmacêuticas. Eu teria a oportunidade de apresentar meu trabalho e agregar contatos para futuras colaborações.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Uma paixão que descobri recentemente é cantar. Desde então, faço aulas de canto como uma forma de me descobrir cada vez mais. Além disso, gosto muito de jogar jogos de computador para me divertir com amigos. Adoro conhecer lugares novos com comidas diferentes com outras pessoas. E ando de bicicleta pela cidade como uma forma de lazer.
Guilherme Viola
Rio Grande do Sul (UFRGS)
Guilherme Viola
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) - Depto. Genética e Biologia Molecular e Centro do Pesquisa Experimental (CPE) - Lab. Medicina Genômica (LMG)
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
Faço parte da equipe do laboratório de Medicina Genômica (LMG) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Com atividades iniciadas em 2005, o espaço é chefiado por quatro pesquisadores, entre eles minha orientadora, a Prof Drª Patricia Ashton-Prolla. Uma das linhas de pesquisa importantes do laboratório é na área da oncogenética, promovendo a investigação dos mecanismos moleculares associados a doenças genéticas, como síndromes hereditárias de predisposição ao câncer como Li-Fraumeni, HBOC e Esclerose Tuberosa. Além disso, as pesquisas se baseiam também na busca por biomarcadores moleculares prognósticos e preditivos de resposta ao tratamento, incluindo estudos in silico, in vitro, in vivo e em amostras biológicas humanas de tumores e tecido normal, como de mama e pulmão, por exemplo. O Laboratório de Medicina Genômica tem uma interação muito importante com o Serviço de Genética Médica e com o Programa de Medicina Personalizada, ambos do HCPA, auxiliando no mais adequado manejo de pacientes acometidos com câncer e outras doenças genéticas.
Área de Interesse: Oncologia Molecular
Tema do resumo (em inglês): Frequency and role of MED12 exon 2 mutations in diverse breast tumors diagnosed at a reference center in south Brazil
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Apaixonado pela natureza e parte dela. Biólogo formado pela UFRGS, tive experiência de iniciação científica em laboratório e monitorias de Bioquímica da UFRGS e em laboratório privado de Biologia Molecular e Citogenética. No último ano de faculdade, fui acolhido pela equipe do LMG, onde me encontrei aprendendo e produzindo conhecimento na área que hoje é minha fonte de curiosidade, a oncogenética. Ingressei como aluno de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM) da UFRGS, trabalhando com a busca de biomarcadores de resposta à imunoterapia de câncer de pulmão de células não-pequenas. Atualmente, sou aluno doutorado do PPGBM-UFRGS e desenvolvo pesquisas com a busca de biomarcadores de diagnóstico molecular em tumores de mama filódes e edição de células de pacientes com esclerose tuberosa, uma doença que causa predisposição ao câncer, analisando o nível de autofagia celular em diversos tratamentos diferentes. Acredito estar no lugar certo, no momento certo, e com as pessoas certas à minha volta.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Richard Dawkins, biólogo evolucionista inglês, sempre foi uma fonte de inspiração para mergulhar no mundo da genética e da ciência. Dawkins sempre utilizou o gene como autor principal em seus estudos e livros. Um pesquisador brilhante e um comunicador exemplar, qualidades essenciais para divulgar as belezas, escondidas ou não, da natureza. Ele faz com que até os temas mais complexos tornem-se fonte de curiosidade e de fácil compreensão, tanto pessoas especializadas quanto para leigos.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Definitivamente do congresso organizado pela American Association of Cancer Research (AACR). A AACR é a maior e mais antiga associação de profissionais relacionados com pesquisas de câncer no mundo, abrangendo desde as áreas de pesquisa de base até a oncologia clínica e translacional. Para quem é pesquisador no tema, é fonte ímpar de honra e orgulho poder participar desse relevantíssimo congresso de escala global.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Valorizo muito o contato com a natureza, principalmente na prática do surfe. É nesse esporte que me conecto, acalmo e me inspiro. Não é à toa que estar junto com a natureza é relacionado com qualidade de vida. Muitas vezes a natureza serve de fonte de inspiração para a ciência e para tecnologia, de forma de ressignificar seus aprendizados em novas aplicações. A conciliação da ciência com a prática do surfe em minha vida é harmônica e me faz perceber que, em essência, somos feitos de água. O surfe e o contato com o mar trazem incessantes novas percepções sobre os desafios da vida.
Gustavo Massunari
Pública do Amazonas (LACEN-AM)
Gustavo Massunari
Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Amazonas (LACEN-AM) - Depto. Biologia Médica - Lab. Diagnóstico PCR
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
A missão do LACEN/AM é contribuir como referência estadual na promoção da saúde com ênfase na qualidade, visando garantir a confiabilidade de produtos e serviços vinculados à vigilância em saúde. No setor de biologia molecular, disponibilizamos o diagnóstico de vários agravos, como influenza, dengue e zika, entre outros, para a população do estado do Amazonas. Além disso, junto à direção, desenvolvemos e implementamos melhorias e novos serviços.
Área de Interesse: Diagnóstico Molecular
Tema do resumo (em inglês): Research of mycobacteria in nasopharyngeal swab in samples collected for diagnosis of COVID-19 and viral panel
Conteúdo do resumo (em inglês):
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Sou nascido no interior de São Paulo; no entanto, passei a infância e a adolescência em Três Lagoas, interior do Mato Grosso do Sul. Ao ingressar no curso superior de Farmácia, rumei para o estado do Paraná. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), muitas possibilidades foram exploradas nos mais diversos laboratórios: lá iniciei, de fato, as experiências com pesquisas científicas que culminaram no ingresso no mestrado, na área de doenças infecciosas e parasitárias, em que investiguei sobre leishmaniose tegumentar. Logo em seguida, mais uma mudança: iniciei minha vida profissional no Amazonas como farmacêutico na Secretaria de Saúde do Estado (AM). Atualmente, junto com uma grande equipe de profissionais, trabalho para bem servir aos manauaras e a todos aqueles que necessitam dos serviços da instituição.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Essa é uma pergunta difícil de responder. Quando começamos a estudar, somos apresentados a nomes como Pitágoras, Lavoisier, Newton, Darwin, entre outras referências. Ao progredirmos em nossa caminhada para uma formação profissional, outros se revelam. No entanto, por uma inclinação pessoal, me identifico com Charles Darwin, que, além de promover a curiosidade por meio da observação e da comparação e pensar sobre a evolução, me lembra de que devemos buscar constantemente o melhor de nós como seres humanos para evoluirmos como sociedade. Além disso, em tempos difíceis, me faz recordar dos bons tempos, quando a única dificuldade era fazer uma prova na escola.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Um evento interessante seria o da Infectious Diseases Society of America (IDSA), que reúne profissionais de diferentes áreas ligados ao estudo de doenças infecciosas, devido ao impacto das publicações de seus artigos – além da participação do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), organização com grande influência nas diretrizes que norteiam os protocolos de diagnóstico.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Promover encontros familiares é sempre agradável, sobretudo em torno de uma boa mesa. Quando possível, gosto de viajar e conhecer novos lugares, desfrutar de novas experiências é sempre uma ótima opção – assim como trabalhos manuais, um bom jogo eletrônico ou mesmo uma caminhada em boa companhia.
Mariana Trápaga
do Rio Grande (FURG)
Mariana Rodrigues Trápaga
Universidade Federal do Rio Grande (FURG) - Faculdade de Medicina - Lab. Micologia
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
Estou inserida no Laboratório de Micologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande como mestranda do programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, orientada pela Profª Drª Melissa Orzechowski Xavier, que é líder do Grupo de Micologia Médica da FAMED/FURG, e co-orientada pela Profª Drª Andrea von Groll. Nosso Grupo atua de forma indissociada no tripé pesquisa, ensino e extensão, e tem gerado produtos e componentes de inovação, todos referentes a grande área da Micologia Médica. As principais linhas de pesquisa do Grupo tem como enfoque a investigação de doenças fúngicas endêmicas e oportunistas, evidenciando dados clínico-epidemiológicos, desenvolvimento de novos métodos diagnósticos, pesquisa de novos fármacos para tratamento, busca de fontes de infecção ambiental, entre outros. No contexto de ensino e extensão, atuamos em educação continuada para profissionais de saúde, bem como em popularização da ciência e educação em saúde para estudantes e para comunidade. Nosso laboratório ainda presta serviço de diagnóstico das doenças fúngicas para pacientes do Hospital Universitário da FURG, bem como para animais marinhos e felinos com suspeita de esporotricose. Se quiser conhecer mais as atividades realizadas pelo nosso Grupo temos um Instagram para divulgação: @labmicofamedfurg.
Área de Interesse: Diagnóstico Molecular
Tema do resumo (em inglês): GoTaq Probe qPCR (Promega) as an ally in the diagnosis of pulmonary aspergillosis in patients in an intensive care unit
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Nasci e cresci na cidade de Rio Grande, extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, e apesar de ninguém da minha família ter seguido uma carreira na pesquisa, sempre tive muito apoio quanto a isso. Quando entrei no curso de Ciências Biológicas Bacharelado na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), sabia que gostaria de trabalhar com alguma coisa que fizesse a diferença. No segundo ano, a partir de uma palestra, conheci o Laboratório de Micologia e fui atrás de entrar no Grupo. Conheci e passei a admirar muito o trabalho que era feito dentro do grupo, e óbvio que me apaixonei pela Micologia, e pela pesquisa dentro da área da saúde. Fiz toda minha iniciação científica, e mestrado no Laboratório de Micologia, pretendendo seguir no doutorado, focando em métodos diagnósticos moleculares!
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Admiro muito David Denning, é um micologista que sempre atuou e atua na linha de frente de diferentes projetos voltados para o conhecimento da Micologia, é fundador do “Global Action for Fungal Diseases”, projeto sem financiamento para divulgação e defesa de ações relacionadas as infecções fúngicas para governos e agências globais, incluindo a Organização Mundial da Saúde. Além de ter trabalhos de extrema relevância que são base para o conhecimento da micologia médica.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Gostaria de participar do American Society for Microbiology Congress. É uma das maiores reuniões de microbiologia do mundo, que sempre apresenta um programa robusto. Além de ser uma ótima oportunidade de compartilhar o trabalho realizado, e de acompanhar os trabalhos apresentados.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Quando não estou no laboratório gosto muito de estar na praia, e viajar! Além de gostar muito de ouvir música e ler, e realizar atividades físicas, que ajudam com a ansiedade do dia a dia!
Renan Piraine
de Pelotas (UFPEL)
Renan Piraine
Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) - Centro de Biotecnologia - Lab. Microbiologia
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
Há 10 anos faço parte da equipe do Laboratório de Microbiologia do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDTec) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sob orientação do Prof. Dr. Fábio Pereira Leivas Leite. O Lab. de Microbiologia é uma das unidades que compõe o Departamento de Biotecnologia, o qual tem um dos melhores Programas de Pós-Graduação em Biotecnologia do país (CAPES conceito 7). As linhas de pesquisa do laboratório concentram-se na produção de vacinas veterinárias (subunidade recombinante e convencionais), avaliação de adjuvantes, biologia molecular, desenvolvimento de testes de diagnóstico, processos fermentativos, e atividade probiótica de microrganismos (bactérias e leveduras), utilizando testes in vitro e in vivo. Nosso laboratório conta com uma equipe multidisciplinar composta por biólogos, biotecnologistas e veterinários, entre alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Área de Interesse: Ciências Aplicadas (plantas, alimento, indústria, ambiental)
Tema do resumo (em inglês): Probiotic potential of non-Saccharomyces yeasts
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Aos 15 anos saí da casa dos meus pais, no extremo sul do país, buscando uma nova cidade que oferecesse um ensino médio e uma vida que favorecessem meu ingresso no ensino superior. Sou formado pela UFPel em Biotecnologia, período no qual iniciei como iniciação científica no Lab. de Microbiologia, além de ter realizado estágios voluntários em outras instituições durante as férias. Ainda, fui bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras na Itália. Durante o mestrado em biotecnologia na UFPel iniciei minha pesquisa utilizando leveduras, e junto a outros estudantes, fundamos uma startup de produção de fermentos para microcervejarias e cervejeiros caseiros. A próxima etapa foi a realização do doutorado, em que explorei na biodiversidade local leveduras não-convencionais para produção de cerveja e com potencial probiótico. Nesse período realizei o doutorado-sanduíche (CAPES/PrInt) nos Estados Unidos, que expandiu meus horizontes na pesquisa e permitiu a publicação de artigos científicos em revistas internacionais de alto fator de impacto. Os projetos desenvolvidos até então permitiram que eu tivesse bagagem para obtenção de uma bolsa de Pós-doutorado (PDJ CNPq), na qual aprofundei os estudos no potencial probiótico dessas leveduras e relacionei a suplementação de animais à potencialização da resposta imune contra uma vacina experimental composta pelo vírus SARS-CoV-2 inativado.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Devido a grande contribuição na história da ciência, Louis Pasteur é o cientista que mais me identifico e tenho admiração. Pasteur teve importância fundamental na área da microbiologia, com descobertas importantes tanto na elaboração de vacinas, na área de produção de alimentos e bebidas, medicina, entre outras. Entre seus feitos mais relevantes, foi responsável por derrubar a teoria da geração espontânea, desenvolveu o processo de pasteurização, criou a primeira vacina antirrábica, relacionou leveduras com o processo de fermentação alcoólica, e fundou o Instituto Pasteur para estudo de microrganismos, doenças e vacinas.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Eu gostaria de participar do ASM Microbe, organizado pela American Society for Microbiology. Esse é um dos principais eventos na área de microbiologia, abrangendo áreas como ecologia, biodiversidade, interação microrganismo-hospedeiro, microbioma, biologia molecular, entre outras. Esse congresso reúne expoentes na área e pesquisadores consagrados, o que permite a troca de experiências com jovens pesquisadores como eu. Tenho grande vontade de participar desse congresso pois poderia apresentar de uma forma direta à comunidade científica os resultados encontrados em nossos projetos envolvendo o potencial probiótico de leveduras.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Minha esposa, meu filho e meu cachorro são as principais paixões da minha vida. Como muitos brasileiros, e principalmente a maioria dos gaúchos, uma das minhas paixões também é fazer um bom churrasco. Ir à praia, viajar, conhecer novas culturas, e sair da zona de conforto também despertam meu interesse. Além disso, há mais de 10 anos sou cervejeiro caseiro, hobby no qual aplico diversos conhecimentos que conquistei durante minha carreira científica trabalhando com leveduras. Jogar beach tennis, futebol e praticar atividade física completam minha lista de hobbies.
Valéria Talpe Nunes
de São Paulo (USP)
Valéria Talpe Nunes
Universidade de São Paulo (USP) - ICESP - Hospital das Clínicas - Centro de Investigação Translacional em Oncologia - Lab. Biologia Molecular
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
Faço parte do laboratório de Biologia Molecular de HPV no Centro de Investigação Translacional em Oncologia no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), coordenado pela Profa. Dra. Laura Sichero, hoje desenvolvendo meu projeto de doutorado direto no programa de Oncologia pela Faculdade de Medicina da USP. Nossa principal linha de pesquisa é o estudo de fatores de transcrição humanos que podem ter um papel sobre a atividade transcricional dos papilomavírus humanos, e dessa forma influenciar o potencial oncogênico e ciclo de vida desses vírus. Nosso laboratório tem uma tradição em ensaios de gene repórter e dispomos dessa ferramenta para dar partida nas investigações de fatores de transcrição, além de ensaios moleculares e de cultura celular.
Área de Interesse: Oncologia Molecular
Tema do resumo (em inglês): Identification of Novel Transcriptional Factors that Regulate the Early Promoter of HPV-16 And -18 Molecular Variants
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Desde criança tanto meus pais como professores diziam que eu tinha “jeito de cientista” e sempre fui muito curiosa sobre as coisas funcionam e o como se estudam elas. Quando chegou a hora de escolher uma carreira, sem dúvidas eu escolhi o curso de Ciências Biológicas e fui a primeira da família a entrar em uma universidade pública. Com o sonho de estudar Genética e apaixonada por Biologia Molecular, depois de uma recente aula do Prof. Carlos Menk do Instituto de Biomedicina da USP sobre os HPVs, vi a chamada de vaga para uma aluna de iniciação cientifica da Profa. Laura e desde então lá estou. Desde a IC sempre quis trabalhar com as vias moleculares do HPV e em 2019 iniciei meu doutorado direto junto ao Projeto Temático da minha orientadora.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Admiro muito as cientistas Marie Curie e Rosalind Franklin, mulheres excepcionais que enfrentaram os preconceitos da sociedade pela liberdade do conhecimento, contribuindo com, além de suas descobertas que quebraram os paradigmas de sua época e permitindo que tivéssemos hoje os avanços decorrentes de suas pesquisa, com maior espaço para as mulheres desenvolverem ciência com cargos de liderança e reconhecimento.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
Eu gostaria de participar do AACR-NCI-EORTC International Conference on Molecular Targets and Cancer Therapeutics, da American Association for Cancer Research (AACR), por ser um congresso internacional que sempre traz as atualizações e pesquisas de maior impacto da área.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Minha maior paixão com certeza é a música, minha meta é aprender todos os instrumentos possíveis. Também tenho grande interesse em literatura, escrita e tudo mais que aguça a imaginação, além de alguns interesses aleatórios de vez em quando, atualmente obcecada por aviação. Amo demais meus amigos e minha família e tê-los por perto nos momentos bons e menos bons é o que mais me impulsiona na vida. Geralmente em um fim de semana vou estar ensaiando alguma música ou jogando um jogo sandbox na companhia de minha gatinha Zelda.
Walter André Junior
Pública do Amazonas (LACEN-AM)
Walter André Junior
Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Amazonas (LACEN-AM) - Depto. Biologia Molecular
Apresente as atividades desenvolvidas no seu laboratório:
O laboratório de biologia molecular do LACEN Amazonas, devido à pandemia do Covid-19, teve um grande avanço tecnológico, o que permitiu o aumento do portifólio de exames. Hoje realizamos diagnóstico em SARS-COV-2, painel com 19 vírus respiratórios, Febre Amarela, Zika, Dengue (1,2,3,4), Chikungunya, Febre do Nilo, Mayaro, Oropuche, Mpox, Doenca de Chagas, Malária, Meningites Bacterianas, genes de Resistência Bacteriana, sequenciamento genômico e pesquisas na implantação de novas técnicas que auxiliem no transporte de amostras em razão da extensa área demográfica e ausência de rodovias (nossa maior dificuldade).
Área de Interesse: Diagnóstico Molecular
Tema do resumo (em inglês): Contribution of RT-PCR in the confirmation of cases of Chagas Disease in the State of Amazonas
Conteúdo do resumo (em inglês):
Ver resumoNos conte um pouco sobre sua história de vida e trajetória científica.
Nascido e formado no interior de São Paulo com habilitação em Análises Clínicas pela Universidade Federal do Amazonas, fui convocado a prestar serviço militar obrigatório como Oficial Farmacêutico, no Pelotão de Fronteira Palmeiras do Javari - AM, fronteira com Perú, região com alta incidência em Malária e Filariose, onde fiquei por seis anos. Após concurso público na Secretaria do Estado de Saúde do Amazonas, permaneci por três anos em Atalaia Do Norte-AM, sendo transferido para Manaus em 2002, permancecendo no Serviço Público Estadual. Em 2014 prestei um segundo concurso, sendo lotado no LACEN-AM em horário integral, onde no atual momento sou Coordenador do Serviço de Biologia Molecular. Nesse período exerci a função de Professor Universitário de faculdade privada por 12 anos. Colaborador da FIO-CRUZ Manaus nos projetos de arbovírus e vírus respirátórios.
Com qual cientista famoso você mais se identifica? Por quê?
Me identifico com Oswaldo Cruz, um médico sanitarista que se preocupava com a saúde pública, um fundador da medicina experimental e pioneiro nos estudos de moléstias tropicais, admirador dos microscópios e dedicado às pesquisas científicas. Foi responsável por combater surtos de pestes bulbônicas, e principalmente pelo reconhecimento da importância da vacinação, e reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho em saneamento, que através de sua determinação contribuiu para a erradicação da varíola no Brasil e implantação do saneamento básico.
De qual congresso dos EUA você gostaria de participar? Por quais razões?
O congresso Infectious Diseases Society of America (IDSA) - Biology of Vector-borne Diseases. Gostaria de participar por se tratar de um congresso que aborda o assunto vetores, que transmitem doenças e que faz parte do cotidiano do LACEN-AM, contribuindo para conhecimento científico, avanço tecnológico e evolução cinetífica no laboratório bem como para a sociedade envolvida.
Além da ciência, quais são as suas outras paixões/hobbies?
Após o trabalho, tenho prazer em realizar atividades físicas, cuidar de animais, plantas e encontros em família.
Votações abertas
As votações estão abertas do dia 27/01/2023 até o dia 31/03/2023.
O ranking final dos ganhadores será anunciado em Abril de 2023.
A votação é exclusiva para o público acadêmico: para poder votar, é necessário possuir um ID Lattes.
Prêmio Jovem Pesquisador Promega Brasil
O Prêmio Jovem Pesquisador Promega está reconhecendo os melhores projetos científicos que utilizam tecnologia Promega e demonstram uma aplicação / metodologia inovadora.
UMA VIAGEM AOS EUA
para participar de um congresso e visitar a sede
da Promega em Madison (Wisconsin)
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